aequus nox

Quando o Verão, com suas chuvas repentinas, passar, e o Outono tomar para si as folhas das árvores, vou rezar ao deus dos encontros para que você volte. Para que você volte, assim como o gelado Inverno, assim como os sonhos nossos que a Primavera derreteu. Quando o Equinócio chegar, e equilibrar a duração dos dias e das noites, vou saber que minha vida estará se equilibrando novamente, e que, em breve, você estará aqui. E quando você chegar, trazendo o Solstício junto de si, a noite mais longa será também a mais feliz do ano, porque você estará aqui, comigo. Outra vez.

(meus agradecimentos e créditos à minha irmã, Frida, por me ajudar a terminar esse recorte de texto)

Interrogações(?)

Quanto tempo é um tempo? Com quantos genes se faz um gênio? De quantos versos é feito o Universo? Com que pretextos se escreve um texto? Se as palavras falam por si só, por que tantas explicações? Se são as dúvidas que nos movem adiante, por que tantas certezas? Se o que queremos é liberdade, por que fazemos de nós escravos de nossa própria vontade? Se o que queremos é paz, por que a buscamos com armas bélicas?

Quem veio primeiro: o homem, ou a ganância?

O homem, ou a arrogância?

O homem, ou a ignorância?

Com quantas perguntas se chega a uma resposta?

Monólogos Interiores.

Por favor, acalmai-vos, senhores,

donos de meus monólogos interiores,

tomai para vós minhas incertezas

e fazei delas penhores.

 

Dai descanso a este corpo de carbono

descuidado e dolorido de abandono.

Atentai-vos, uma vez, à clareza

e deixai com que eu caia no sono.